A Síntese da realidade de Nathaniel Mary Quinn

A personalidade humana normalmente é transmitida através das nossas manias, da nossa maneira de se vestir, da maneira que respondemos ao que está a nossa volta, da nossa relação que temos com nosso passado e como encaramos nosso presente, transformando nosso futuro. Essas características também moldam como construímos e também destruímos a cada momento nossa identidade, ou em alguns casos, identidades.

Os dois lados

Tudo tem seu lado sim e seu lado não. O bonito e o feio são construções baseadas nas nossas experiências, mas não podemos deixar de frisar que grande parte daquilo que pode ser percebido pelo ser humano tem duas ou mais facetas e estas estão intimamente ligadas com a nossa honestidade e com a maneira que, consciente ou inconscientemente, construímos nossa habilidade de escolher e consequentemente criamos nosso julgamento, nossa forma de pensar.

Escolha

Quando Nathaniel Mary Quinn escolhe seus personagens, seus motivos para serem desconstruídos, ele procura mesclar aquilo que é bom com aquilo que é ruim. O ser humano é esta síntese de pólos opostos acontecendo tudo ao mesmo tempo agora. Em uma de suas obras, o artista retrata um cafetão vestido com um casaco de pele que parece ser caro mas sua face está desconfigurada, análoga a ideia do que o mesmo representa.

Processo

O trabalho de Nathaniel Mary Quinn mais parece colagens cubistas ao invés de pinturas. Seu método de desconstrução vai além da mera pintura. O artista consegue encontrar um paralelo entre o que parece e o que realmente é. Mesmo parecendo colagens, sua técnica consiste em finalizar as obras com tinta, grafite, guache entre outros materiais o que confere as suas obras uma autenticidade singular, uma honestidade ímpar.

Nathaniel Mary Quinn trabalha com aquilo que é e não aparenta ser mas se transforma naquilo que realmente é. Tudo agora se despe quando se encontram com a arte. Nada pode permanecer oculto através da transparência artística relacionada com a honestidade que é impressa em seus trabalhos.

A arte tem o poder de desmascarar a realidade da sua falsidade que comumente é alastrada entre tudo e procurada por muitos, como uma forma de se esconder daquilo que não pode ser evitado, o real.

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